Amorbrazil - Agéncia de Casamento, Agéncia de Matrimoniais, Agéncia de Europeus

 

 

 

 

Cadastro para mulheres gratuito!

 

Você já pensou em encontrar seu cara metade da Europa? Sonhou em seu príncipe estrangeiro? Gostou de encontrar um homem sério e educado da Alemanha, Suíça ou Áustria?

Você já conhece a agência matrimonial com nome Amorbrazil?

muitos anos ajudamos as mulheres do Brasil encontrar um namorado da Europa.

Os homens da Europa têm um problema: eles trabalham demais. As mulheres da Europa gostam dos homens que tem sucesso. Mais não pensam em criar a própria família. Eles gostam de namorar um homem rico sem pensar em ter filhos. Nos primeiros anos isso funciona. Mais num tempo os homens acordem e notam que esquecerem a coisa mais importante do mundo: a família. Eles querem criar uma família. Mais as mulheres da Alemanha não pensam muito em criar uma família, ter filhos etc. Elas gostam de uma vida sem estresse e pouco responsabilidade. O príncipe delas não é o pai da família mais a maquina para produzir dinheiro. Os homens europeus de 40 anos gostam de ter uma família, encontrar uma mulher carinhosa e romântica que ama a própria família.

 

 

 

 

Nossa agência matrimonial, Amorbrazil, está tentando fazer esses homens felizes. As mulheres do Brasil são românticas, carinhosas, cheio de amor e gostam dos homens verdadeiros que amam a família sobre tudo. As Brasileiras adoram de namorar, mas querem um relacionamento sério. Elas gostam de viajar e conhecer outros paises, de aprender outras línguas e conhecer culturas estrangeiras. Muitas mulheres do Brasil nos contam sobre as experiências delas com os homens daqui. Falaram sobre a desilusão quando um homem as enganou. Elas querem um homem sincero e fiel. Paixão e importante, mas mais importante e a amizade que fica para sempre. Um homem sério e educado que gosta de conversar com você e quer conhecer seus sonhos e dificuldades da vida é uma base para criar a própria família.

 

 

 

 

Temos um cadastro gratuito em nossa página para Brasileiras que querem encontrar a alma gêmea da Alemanha, Suíça ou Áustria. Se você já pensou em encontrar um namorado estrangeiro aqui no Brasil e casar com um Europeu e morar na Europa, então aqui e sua chance de realizar seus sonhos de amor. Você pode entrar em nossa página www.amorbrazil.com.br para fazer o seu cadastro online. Você só precisa alguns minutos do seu tempo e cinco fotos suas para se cadastrar. Depois traduzimos seus textos e publicamos em nossa página na Europa. Também, traduzimos os e-mails dos homens da Europa e mandamos para você. Se você gosta de encontrar um homem ele viajara para o Brasil para lhe encontrar. Normalmente, os homens convidaram as mulheres para fazer alguns dias das férias aqui em Salvador da Bahia. Eles pagam um quarto individual. A equipe da Amorbrazil organiza a viagem e dá apoio em cada momento.

 

 

Se você quer saber mais, por favor, entre em nossa página para ler as perguntas freqüentas. Essa página tem todas as informações importantes sobre a Amorbrazil e como você pode encontrar sua alma gêmea. Você não precisa medo de encontrar um homem da Europa com Amorbrazil. Escolhemos nossos clientes com cuidado. A Amorbrazil. é uma empresa brasileira que trabalha com muito cuidado.

 

Se você tem mais perguntas ou duvidas, entre em contato conosco. Use nosso formulário de contato ou mande um e-mail para info@amorbrazil.com

 

 



Sobre o Amor

 

Joaquim:  O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.  O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.  O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.  O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.  Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.  O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.  O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.  O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.  O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.  O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.  O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

 

João Cabral de Melo Neto

 

 

Alcançar o amor talvez exija mais renúncia do que alegria e felicidade.

Nem sei se a felicidade pessoal é compatível com o amor.

Por que ligar felicidade ao amor?

O amor é sério demais para almejar a felicidade.

A felicidade está sempre ligada a alguma forma de inconsequência.

A paixão sim faz a gente feliz. Só transar? Melhor ainda.

Assim como é preciso alguma crueldade para viver, assim como há sempre alguma agressão embrulhada em qualquer vitória, também a felicidade precisa de alguma inconsequência.

O amor por si, é repleta de "trágicos deveres".

Por isso o amor não está ligado à felicidade.

Os que assim a perseguem, deveriam desistir de amar.

O amor é um sentimento ligado à lucidez, à renúncia, à compreensões das contradições.

Amar é ser capaz de viver um sentimento que se misture fundo com a vida, se torne corriqueiro, mal percebido, sem grandeza, sem efeitos extraordinários, emoções particulares ou excitantes.

Aqui reside, pois, a complicações do amor.

Só se torna visível quando ameaçado acabar.

Só se o descobre quando se supõe nada mais sentir.

Está onde menos se espera.

É profundo, vital, doador, independente de exaltações. Flui imperceptível, aparece ao sumir.

Pessoas que separam, mesmo livres uma da outra, sentem um vazio, uma perda, um sentimento de possibilidade perdida.

É preciso muito viver, muito desiludir-se, muito sentir, muito experimentar, muito perder, muito renunciar, para encontrar o próprio amor, guardado não se sabe em que dobra da gente, e muitas vezes nunca descoberto.

Morrer sem descobrir o próprio amor escondido é frequente. E terrível.

O que estamos fazendo com o amor que está em nós e diariamente trocamos pelas emoções prazenteiras, pela felicidade inconsequente, pelas alegrias passageiras?

O que estamos fazendo? O que?

 

Artur da Távola

 

 

Já ouvi dizer que o melhor para casar, é uma pessoa igualzinha à gente. Já ouvi também, o contrário. Que o melhor é alguém bem diferente, para agir como um elemento complementar.

Já li uma pesquisa, feita por computador, mostrando como as pessoas se escolhem por semelhança. E já encontrei, pela vida, um sem número de casais, bem casados, ditos cheios de diferenças.

Entretanto, responda depressa: o que é alma gêmea?

Se respondeu "uma alma igualzinha à da gente", errou. Acertou se disse "aquilo que todos procuram".

Errou na primeira hipótese porque uma alma igualzinha à da gente não existe.

Se compararmos almas, ditas gêmeas, entre si, veremos que não são forçosamente parecidas uma com a outra.

Basta que uma alma nos tangencie naqueles pontos mais sensíveis - os que consideramos constitutivos de nossa personalidade - para dizermos que ela é nossa alma gêmea.

Aqueles que se casam considerando-se idênticos descobrem, com o passar do tempo, a limitação desta identidade.

E aqueles que se casam atraídos pelas diferenças, surpreendem-se adiante, por serem tão mais semelhantes do que imaginavam.

O mecanismo é óbvio. Na hora da escolha, aquilo que mais nos atrai no outro nos torna cegos para o resto.

Gradativamente, porém , recuperamos a visão, nosso olhar se faz mais abrangente e passamos a ver nosso parceiro em sua totalidade.

Passamos a perceber então aqueles pontos que havíamos ignorado porque não nos tocavam diretamente.

Com o tempo também, já estabelecida a convivência, e superado o medo inicial da entrega, estamos em condições de descartar o artifício da alma gêmea.

Não só começamos a conhecer de fato o outro, como passamos para um estágio em que, atribuindo-lhe defeitos que antes não víamos, fazemos questão de não nos identificarmos com eles. O que é importante agora são as diferenças.

Quando você acha que entendeu tudo e pára de prestar atenção na canoa, cuidado, que ela pode virar.

Você é uma pessoa com quinze anos, outra com vinte, uma terceira com trinta e assim por diante.

Idem com os outros. Inclusive com aquele que você escolheu para ser seu parceiro porque era tão igual a você. Ou diferente. E que possivelmente , com o passar do tempo, deixou de ser uma coisa ou outra.

O problema é em que direção a gente está mudando, e se esta direção serve ao parceiro.

Não é nada que se possa realmente controlar. Ou que se deva controlar.

Dá para se ter um jogo de cintura, negociar um tanto, operar com um pouco de estratégia.

O que não se pode é apelar para o gesso, tentar imobilizar, para garantir.

A mudança tem sua graça. É dele que um bom casamento vive e se alimenta. Quando dá certo, costumamos chamá-lo renovação.

Mas também pode virar desgraça. É quando o casamento se torna mau, nos envenena.

E voltamos à estaca zero, à pergunta mais óbvia: o que contém menos risco, escolher um parceiro parecido ou diferente de nós?

O risco está em escolher alguém, seja quem for. Mas é um daqueles riscos que vale a pena correr, assim como todos os dias escolhemos o risco de viver.

Isto posto, temos uma série de possibilidades a considerar.

O ideal seria escolher alguém, não pelo que é em relação a nós, mas pelo que é em relação a si mesmo. Teoricamente fica lindo.

Na prática é dificílimo. Simplifiquemos. O melhor é escolher alguém pelo que representa como pessoa e não como espelho para você.

Tendo em vista que, passados os primeiro meses de cegueira, é com a pessoa que vamos ficar, não com o espelho, me parece uma estratégia bastante razoável.

Dentro de um conceito mais prático, prefiro um máximo de semelhanças nos pontos básicos e, no resto, o que Deus quiser.

Pontos básicos são aqueles sobre os quais não estamos dispostos a transigir e sem os quais não conseguiríamos sequer nos reconhecer. São aqueles pontos que nos definem.

Mas uma coisa é inquestionável: seja qual for a escolha, não pode ser feita às custas da individualidade de nenhum dos parceiros.

 

Marina Colassanti